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Isolar-se é a pior escolha de Bolsonaro

O GLOBO – 26/03/2020

EDITORIAL

O presidente Bolson aro conseguiu expor deforma contundente as características de imprevisibilidade, de radicalismo e de agressividade, em 24 horas, de terça para quarta. E conseguiu da ruma forte dimensão política à mais grave crise de saúde pública no país —se forem considerados os efeitos paralisantes da epidemia do coronavírus na sociedade, com graves reflexos na economia e no campo social. Não são aconselháveis tais comportamentos a qualquer homem público, em nenhum momento. Se for um presidente da República, em um momento de comoção como este, ampliam-se as incertezas.

O papo reto de Carluxo com Mandetta

O GLOBO – 26/03/2020

Bela Megale

Integrantes do Planalto têm atribuído parte da mudança de discurso de Luiz Henrique Mandetta sobre o coronavírus a um papo reto que ele teve com o vereador Carlos Bolsonaro, há poucos dias.

Na hora mais crítica do mandato, a opção pelo isolamento

O GLOBO – 26/03/2020

BERNARDO MELLO FRANCO

O presidente foi para escanteio. No momento mais crítico de seu mandato, Jair Bolsonaro fez uma opção pelo isolamento. Deu as costas à ciência, à medicina, à classe política e aos eleitores assombrados com o coronavírus.

Ideia descabida

O ESTADO DE S.PAULO – 26/03/2020

EDITORIAL

Estado de sítio e estado de defesa são destinados exclusivamente à defesa do Estado e das instituições democráticas.

‘Gabinete do ódio’ vira o Conselho da República

O ESTADO DE S.PAULO – 26/03/2020

Vera Rosa

O presidente Jair Bolsonaro se isolou ainda mais na crise do coronavírus. Desde que a calamidade pública começou a assombrar o dia a dia da população, Bolsonaro deu mais poder ao “gabinete do ódio”, núcleo ideológico que o incentiva a adotar um estilo mais beligerante, atacou governadores e a imprensa e desautorizou o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta.

A brutalização da verdade

O ESTADO DE S.PAULO – 26/03/2020

EDITORIAL

O presidente da República, Jair Bolsonaro, fez um pronunciamento absolutamente irresponsável na noite de terça-feira, em cadeia nacional de rádio e TV. Em vez de usar esse recurso poderoso para anunciar alguma medida importante para conter a epidemia de covid-19, ou mesmo para confortar os brasileiros confinados há dias em suas casas, Bolsonaro, sob o argumento de que é preciso reativar a economia, incitou os cidadãos a romper a quarentena e voltar à “normalidade” – contrariando as recomendações de especialistas de todo o mundo e do próprio Ministério da Saúde. Ao fazê-lo, o presidente passou a ser, ele mesmo, uma ameaça à saúde pública. Por incrível que pareça, os brasileiros, para o bem do País, devem desconsiderar totalmente o que disse o chefe de Estado. A que ponto chegamos.

Por que, em vez da doença, eu prefiro a cura como metáfora

O ESTADO DE S.PAULO – 26/03/2020

Eugênio Bucci

Susan Sontag viu nas doenças do nosso tempo, o câncer e a aids, metáforas poderosas para pensarmos sobre as mentalidades que nos aprisionam e nos fazem cativos de preconceitos e medos irracionais. Acertou no nervo. Seus livros A Doença como Metáfora e Aids e suas Metáforas viraram clássicos instantâneos. Mas agora, diante da pandemia da covid-19, em que a civilização foi inteira para a enfermaria – e em parte para a UTI –, a metáfora que olha para nós com ares de esfinge não está na doença, mas na cura.

Bolsonaro unifica discurso do governo; Mourão destoa

O ESTADO DE S.PAULO – 26/03/2020

TÂNIA  MONTEIRO, ADRIANA FERNANDES, FELIPE FRAZÃO E PATRIK CAMPOREZ

Depois de oito dias de panelaços e de enfrentar duras críticas nas redes sociais, o presidente Jair Bolsonaro tenta impor uma narrativa para sair das cordas na gestão da crise provocada pelo avanço do coronavírus no País. Menos de 24 horas após ter feito um pronunciamento à Nação, em cadeia nacional de TV e rádio, criticando o fechamento de escolas e do comércio para combater a doença, Bolsonaro conseguiu enquadrar o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta. O presidente alinhou o discurso com Mandetta, com a equipe econômica e com militares. A única voz dissonante que veio a público foi a do vice-presidente Hamilton Mourão.

A esperança não é um estado de exceção

FOLHA DE S.PAULO – 26/03/2020

Edson Fachin

O Brasil tem habitado com obstinação um permanente estado de esperança. É o energizar-se, apesar das adversidades: a nação brasileira tem sido desde 1988 um persistente canteiro constitucional de obras, de pelejas e de iniciativas. Assim foi então com a fundação do Estado democrático de Direito, e assim é na terra que não abre mão de seu futuro.