O jornal O Globo criou um seção especial, digital e impressa, que dá prioridade ao conhecimento científico no combate à pandemia de COVID-19. O novo espaço, “A hora da Ciência”, conta com a participação de cinco colunistas fixos, entre cientistas e médicos, e poderá receber colaborações eventuais de outros especialistas.
“Nós analisamos o comportamento do nosso leitor e nos surpreendemos com o enorme interesse pelos conteúdos científicos sobre a Covid-19”, afirma Alan Gripp, diretor de redação de O Globo.
Na estreia da seção, nesta segunda-feira (6), microbiologista Natalia Pasternak, presidente do Instituto Questão de Ciência e pesquisadora do Instituto de Ciências Biomédicas da USP, aborda a polêmica sobre o uso da cloroquina, testada em pacientes em estado grave.
“A cloroquina é uma velha conhecida e uma velha decepção para doenças causadas por vírus”, diz Natalia. “Vou defender não somente o uso da ciência como guia para formulação de políticas públicas em todos os momentos, mas principalmente em uma emergência como a atual. E também ajudar o leitor a entender a diferença entre ciência de qualidade e ciência mal feita”.
A pneumologista Margareth Dalcolmo, professora e pesquisadora da Escola Nacional de Saúde Pública da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), publica a sua coluna na terça-feira (7): “Após a experiência de outros países, poderemos analisar e saber o que foi feito de certo e de errado. Precisamos ficar atentos ao que foi feito. Houve erros e acertos e temos que aprender com eles”.
Na quarta-feira (8), a contribuição será do virologista Amílcar Tanuri, chefe do Laboratório de Virologia Molecular do Departamento de Genética da UFRJ. “Pretendo abordar na minha coluna aspectos da virologia do Sars-CoV-2, a resposta imune dos pacientes infectados e diagnóstico”.
Na quinta-feira (9), o neurocientista Roberto Lent, professor emérito da UFRJ e pesquisador do Instituto D’Or, vai falar sobre os impactos das recentes descobertas. “A ideia é abordar os impactos neurológicos, neuropsicológicos e psiquiátricos da Covid-19. Esses impactos serão comentados não apenas com referência aos indivíduos infectados, mas também à população submetida a condições de isolamento”.
A médica Patricia Rocco, professora titular e chefe do Laboratório de Investigação Pulmonar do Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho (UFRJ) e membro da Academia Nacional de Medicina e Brasileira de Ciências, escreve, na sexta-feira (10,) sobre a forma como a Covid-19 acomete os pulmões dos infectados. “Vou tratar de temas como o desenvolvimento de novas estratégias terapêuticas para doentes com quadro leve e outros internados nas UTIs. As alterações neurológicas e cardiovasculares que eles podem vir a apresentar também serão abordadas”, diz.