FOLHA DE S.PAULO – 16/02/2020
O presidente da OAB, Felipe Santa Cruz, vai entregar ao procurador-geral da República, Augusto Aras, um relatório de casos em que integrantes do Ministério Público Federal fazem ataques públicos a jornalistas, advogados ou integrantes do Judiciário em redes sociais.
Um dos exemplos que o advogado citará é o do procurador Alexandre Schneider, de Bento Gonçalves (RS). Ele postou no Instagram uma mensagem que dizia: “Cuidado para você que quer ser jornalista: não confunda dar furo de reportagem com dar o furo pela reportagem”.
REDE 2
A postagem foi feita depois que a jornalista Patrícia Campos Mello, da Folha, foi vítima de insultos e ofensas de cunho sexual na CPMI das Fake News.
É MEU
Schneider não quis se manifestar “por se tratar de um perfil privado”, segundo a assessoria do MPF-RS.
BOM SENSO
A corregedoria do CNMP (Conselho Nacional do Ministério Público), que fiscaliza a categoria, já editou regras que proíbem procuradores de fazer nas redes, entre outras coisas, ataques de cunho pessoal.
ME DÊ MOTIVO
Santa Cruz vai relatar também a avalanche de requerimentos que a OAB tem recebido de procuradores depois que se posicionou contrariamente em questões como a prisão depois de condenação em segunda instância.
IMPESSOAL
“O poder que a Constituição deu a cada procurador do país não pode servir a uma visão ideológica, seja de esquerda, seja de direita”, diz ele.
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