Ida B. Wells (1862-1931), pioneira do jornalismo investigativo e ícone da luta pelos direitos civis nos Estados Unidos, recebeu menção póstuma na edição deste ano dos prêmios Pulitzer de Jornalismo (veja aqui a lista completa), anunciados virtualmente nesta segunda-feira (4) devido à pandemia de coronavírus, informou a AFP.
A jornalista nasceu escrava no Mississippi, em 1862, e se tornou escritora e editora, relatou o Instituto Poynter. Na década de 1890, Ida viajou durante meses pelos estados do sul dos Estados Unidos, investigando os bárbaros linchamentos de homens negros por meio de pesquisas de registros e entrevistas pessoais, em um processo que lançou as bases para as técnicas de investigação modernas.
Aos 30 anos, a jornalista conduziu seu trabalho mais famoso, no qual desconstruiu a falsa alegação segundo a qual os linchamentos eram represálias a estupros de mulheres brancas por homens negros. Agora, segundo os prêmios Pulitzer, ela foi homenageada “por sua notável e corajosa reportagem sobre a violência horrível e cruel contra os afro-americanos durante a era dos linchamentos”.
“É uma honra incrível. O fato de seu trabalho ainda ser relevante hoje, tantas décadas depois, é uma prova de quão importantes são as contribuições que ela deu a este país “, disse a bisneta da jornalista, Michelle Duster. Ida morreu em 1931, aos 68 anos, de insuficiência renal
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