O Projeto Comprova, ação colaborativa entre empresas jornalísticas no combate à desinformação espalhada na internet, entra nesta quarta-feira (10) em sua terceira fase. A principal novidade desta edição é o aumento no número de organizações de mídia que participam do projeto. Com isso, a iniciativa passa a contar com representantes em todas as regiões do Brasil.

A coalizão é coordenada pela Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) e conta com os apoios do Facebook e da Google News Initiative (GNI). Participam agora do projeto 28 organizações: Gazeta do Sul (RS), Correio do Estado (MS), Correio de Carajás (PA), Diário do Nordeste (CE), Estado de Minas (MG), O Popular (GO), A Gazeta, AFP, BandNews, Band TV, Band.com.br, Canal Futura, Correio (Bahia), Correio do Povo, Exame, Folha de S.Paulo, GaúchaZH, Jornal do Commercio, Metro Brasil, Nexo Jornal, NSC Comunicação, O Estado de S. Paulo, O Povo, Poder360, Rádio BandNews FM, Rádio Bandeirantes, revista piauí, SBT e UOL.

 “O ingresso de novos integrantes no Comprova reforça o espírito colaborativo do projeto, um esforço de cooperação entre redações inédito na história do jornalismo brasileiro”, destaca Marcelo Träsel, presidente da Abraji. “No atual contexto de guerrilha política baseada em desinformação e retrocessos na transparência, é fundamental contar com parceiros em todo o Brasil para verificar conteúdo sobre políticas públicas e eleições municipais”.

Nesta terceira fase, o Comprova vai retomar o monitoramento e a verificação de conteúdos suspeitos sobre políticas públicas do governo federal e eleições municipais, além de continuar investigando boatos sobre a pandemia da Covid-19. As equipes checarão textos, imagens e áudios compartilhados nas diversas plataformas de redes sociais e em aplicativos de mensagens seguindo metodologias desenvolvidas pela First Draft, organização internacional que pesquisa desinformação e oferece treinamento para jornalistas que atuam no combate ao fenômeno.

“Estamos muito entusiasmados ao ver a continuidade do Comprova”, diz Claire Wardle, diretora e cofundadora da First Draft, em entrevista à Abraji. “Houve muitas iniciativas colaborativas de verificação de informações falsas relacionadas a eleições, mas o Comprova foi o primeiro a mostrar que as informações enganosas online não cessam com o fechamento das urnas e que projetos mais perenes são necessários. O Comprova confirma também por que os jornalistas, neste momento da história, precisam fazer o máximo possível para ajudar o público a navegar no poluído ambiente da informação”.

O material produzido poderá ser republicado também por organizações que não façam parte da coalizão, pois os conteúdos têm licença Creative Commons, ou seja, podem ser republicados por qualquer veículo interessado, desde que haja atribuição ao Comprova e o conteúdo não seja alterado, relata o Portal dos Jornalistas.

O objetivo é engajar cidadãos no combate à desinformação e limitar a circulação de boatos infundados sobre políticas públicas e de teor eleitoral em redes sociais e aplicativos de mensagens. A coalizão do Comprova verifica conteúdos suspeitos que se tornaram virais ou que tenham grande potencial de disseminar informações enganosas ou falsas. O público pode denunciar conteúdos suspeitos ou falsos relacionados aos temas que estão no escopo do projeto e sugerir verificações por meio de um número de WhatsApp (11-977-950-022) ou por um formulário disponível no projetocomprova.com.br.

Leia mais em:

https://www.abraji.org.br/noticias/projeto-comprova-inicia-terceira-fase-com-28-veiculos-de-comunicacao

https://www.portaldosjornalistas.com.br/projeto-comprova-chega-a-terceira-fase-e-a-28-veiculos-participantes/