Os sistemas de proteção a jornalistas de muitos países da América Latina carecem de recursos humanos, técnicos e econômicos que os impedem de serem eficientes, segundo análise da Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP, na sigla em espanhol).
A SIP detectou que os sistemas oficiais de proteção existentes no Brasil, Colômbia, Equador, Guatemala, Honduras, México e Paraguai apresentam deficiências. Além disso, os mecanismos desses países devem, segundo a entidade, incluir uma maior integração do trabalho entre diferentes agências executivas e judiciais para melhorar a prevenção de riscos aos quais os jornalistas estão expostos.
No Brasil, o Programa de Proteção aos Defensores de Direitos Humanos, criado em 2004, incluiu jornalistas a partir de 2018. No entanto, segundo a SIP, o sistema carece de metodologia e protocolos para atender às particularidades dos comunicadores. Em 2019, assinala a entidade internacional, o governo federal reduziu os fundos de várias comissões do Conselho Nacional de Direitos Humanos, que afetaram a Comissão Permanente sobre o Direito à Comunicação e a Liberdade de Expressão.