Notícias

Investigação no Planalto

O GLOBO – 02/06/2020

JOSÉ CASADO 

O inquérito do Supremo sobre a difusão de informações falsas chegou à antessala de Jair Bolsonaro. Na investigação constam três integrantes da Assessoria Especial da Presidência: Tercio Arnaud Tomaz, José Matheus Sales Gomes e Mateus Matos Diniz. O trio opera com um dos filhos do presidente, Carlos Bolsonaro, vereador carioca.

A busca por uma ampla defesa das instituições

O GLOBO – 02/06/2020

EDITORIAL

A crise institucional continuou sendo impulsionada no fim de semana pelo presidente Bolsonaro na sua costumeira pajelança à frente do Palácio do Planalto, onde recepciona poucas centenas de seguidores de raiz com seus cartazes contra as instituições. Mas a crise chega às ruas. A Avenida Paulista depois de muito tempo voltou a ser coberta por nuvens de gás lacrimogênio e a reverberar o barulho das bombas de efeito moral, jogadas pela PM, para impedir agressões entre membros de torcidas de clubes de futebol, mobilizadas em alegada defesa da democracia, e bolsonaristas que se apropriaram das cores verde e amarelo e levaram para o ato a bandeira de um grupo neonazista ucraniano.

Após críticas, lei das fake news terá texto revisto

O ESTADO DE S.PAULO – 02/06/2020

Bruno Capelas e Marlla Sabino

O projeto de lei 2630/2020, que ganhou o apelido de “lei das fake news”, deve sofrer alterações para ser votado hoje no Senado Federal. Apresentado pelo senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE), o texto propunha regular a forma como redes sociais e aplicativos de mensagens funcionam no País com a meta de impedir a disseminação de desinformação, notícias falsas e manipulação. O texto, porém, foi alvo de críticas por especialistas e entidades de direito digital, que alegaram que a proposta poderia levar à censura e ao aumento do monitoramento na internet brasileira.

‘Não há como o Exército tomar decisão ilegal.’

O ESTADO DE S.PAULO – 02/06/2020

Marcelo Godoy

Santos Cruz diz que a Força não se submeterá a esse tipo de pressão e que dinheiro público não pode pagar fake news.

O general Carlos Alberto dos Santos Cruz, ex-ministro-chefe da Secretaria de Governo do presidente Jair Bolsonaro, é uma das mais importantes vítimas das fake news. Ele teve diálogos de WhatsApp fraudados para indispô-lo com o presidente. Santos Cruz defende a investigação e punição dos criminosos. O general afirma ainda que o Exército não tomará decisão fora da lei, como pretende quem quer fechar o Supremo Tribunal Federal e o Congresso. Apela para a pacificação do País e se diz contrariado com a aproximação do governo com o Centrão. Eis a entrevista.

Algo se move

O ESTADO DE S.PAULO – 02/06/2020

EDITORIAL

Enquanto Bolsonaro dava demonstração de menosprezo pela democracia, grupos foram às ruas e foram publicados manifestos em defesa dos valores democráticos. O mais notável foi o caráter suprapartidário.

Investigado no STF, deputado grava ameaça a manifestantes

O GLOBO – 02/06/2020

BERNARDO MELLO

O deputado federal Daniel Silveira (PSL-RJ) publicou uma sequência de vídeos em seu canal no YouTube, na última semana, criticando o que chama de “ativismo jurídico” e citando o artigo 142 da Constituição, interpretado por militantes bolsonaristas como o meio de uma intervenção militar.

Ferramenta alerta 20 vezes sobre perfis suspeitos em hashtag

O GLOBO – 02/06/2020

JOÃO PAULO SACONI 

Criada para aglutinar apoiadores de Jair Bolsonaro no Twitter, a hashtag #Somos57Milhões (uma referência à quantidade de votos conquistados pelo presidente nas eleições de 2018) foi sinalizada 20 vezes como possível alvo da ação de robôs no Twitter.

Ataque de Trump a redes sociais e PL das fake news no Brasil têm objetivo político com sinais trocados

FOLHA DE S.PAULO – 02/06/2020

Mariana Valente

No dia 28 de maio, Donald Trump assinou uma ordem executiva [equivalente a um decreto presidencial no Brasil] para prevenir censura online, com regras a serem implementadas por outros órgãos para atingir as plataformas de internet que se baseiam em conteúdos produzidos por usuários. Lá como cá, o nome de uma lei não diz exatamente o que ela faz —inclusive porque não há hoje consensos em torno do que garante a liberdade de expressão ou um ambiente informacional seguro e não manipulado.