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Bolsonaro acusa Folha de ter apoiado erros e agora o culpá-lo por desemprego

PODER360 – 12/04/2020

O presidente Jair Bolsonaro usou sua conta no Twitter neste domingo (12.abr.2020) para acusar a Folha de S.Paulo de ter apoiado políticas equivocadas de governos anteriores e agora culpá-lo pelo aumento no desemprego que a crise do coronavírus tende a causar. “Esse jornal apoiou ações daqueles que destruíram empregos, e agora quer culpar o Presidente da República das consequências”, escreveu Bolsonaro.

No México, cobertura da imprensa sobre coronavírus é semelhante a do Brasil

PODER360 – 13/04/2020

NIEMAN REPORTS – John Gibler

Jornalistas mexicanos ficaram perplexo depois que as autoridades federais estabeleceram as medidas para evitar as transmissões da covid-19, como manter distância física entre as pessoas, e o presidente López Obrador liderou comícios, contradizendo as recomendações básicas.

FUTURO DA DEMOCRACIA CRISE PODE GERAR NOVO ESTADO-NAÇÃO

O GLOBO – 13/04/2020

FERNANDO EICHENBERG 

A crise deflagrada pela pandemia do coronavírus está sendo considerada como capaz, uma vez terminada, de alterar não apenas os sistemas econômicos, mas também as formas de governança política no mundo. Um dos cenários que tem sido evocado por analistas na França aponta para a configuração de um novo Estado-nação, diferente dos modelos existentes nas democracias ocidentais e também dos populismos nacionalistas atuais.

Barreira legal

O GLOBO – 12/04/2020

MERVAL PEREIRA 

O Supremo Tribunal Federal (STF) tem sido uma barreira de contenção a arroubos autoritários do governo nesses tempos da pandemia de Covid-19. Várias decisões já foram tomadas para definir os limites de atuação dos governos estaduais e municipais na implementação de medidas mais rigorosas de isolamento social, mesmo à revelia do governo federal. O presidente do STF, ministro Dias Toffoli, defende que a segurança jurídica de decisões urgentes seja garantida, mesmo que prazos e exigências legais sejam alterados pela situação excepcional. Somente um ministro, Ricardo Lewandowski, não entendeu o momento especial que vivemos e barrou com burocracia sindicalista a permissão para que as empresas entrem em acordo com os empregados para cortes salariais equivalentes à redução da carga horária de trabalho.

O FUTURO DO PRETÉRITO

O GLOBO – 13/04/2020

BOLÍVAR TORRES 

Desde que o Brasil se recolheu em casa, manchetes históricas de pandemias do passado ganharam as redes sociais. Cópias de páginas de jornais antigos, preservados nas hemerotecas de bibliotecas, passaram a frequentar nossas timelines com manchetes de momentos dramáticos de eventos como a gripe espanhola de 1918. Títulos como “O Rio é um vasto cemitério”, “O Centro vai se tornando cada vez mais triste” e até mesmo um singelo “Socorro” formam ecos de uma história cada dia mais familiar. Não por acaso, no último dia 17 de março, data que marcou o início da quarentena no país, cerca de 300 mil pessoas acessaram a hemeroteca digital da Biblioteca Nacional, onde jornais e revistas antigos podem ser pesquisados em poucos cliques e palavras-chaves. Foi o maior tráfego da história do site. No fim do mês, outro recorde: 6,2 milhões de acessos, quase 1 milhão amais em relação ao mês anterior.

Chega de opiniões

O GLOBO – 11/04/2020

EURÍPEDES ALCÂNTARA 

A história ajuda a evitar a tentação de decidir por nós mesmos ou pela opinião de políticos se a hidroxicloroquina deve ser ministrada a todos os pacientes portadores do novo coronavírus. O encontro da química com o organismo humano tem mistérios. Em uma mesma semana em 1897, na Alemanha, o químico alemão Felix Hoffmann criou duas drogas que fariam história por razões diversas: a aspirina e a heroína. A Bayer, onde Hoffmann trabalhava, encantou-se com a eficiência da heroína na supressão da tosse e no alívio das dores. Em pouco tempo, a heroína era um evento estrondoso, sendo receitada livremente até para bebês. Enquanto isso, a aspirina, sob suspeita de fazer mal ao coração, enfrentava resistência no meio médico. A aspirina firmou-se como um analgésico bastante seguro, tomada sem receita médica, enquanto a heroína, por ser tóxica e viciar seus usuários, teve sua venda banida a partir de 1930 na maioria dos países, sendo hoje restrita ao narcotráfico.

MEDO DO PERIGO REAL E IMEDIATO: GRUPOS ANTIVACINA PERDEM FORÇA COM AVANÇO DA EPIDEMIA

O GLOBO – 12/04/2020

ELISA MARTINS E HENRIQUE GOMES BATISTA 

Pesquisadores ainda buscam uma vacina para a atual pandemia, mas o surgimento do novo coronavírus já provoca um avanço científico colateral. O medo de uma doença desconhecida e a amplitude da crise trouxeram de volta a discussão sobre a importância das imunizações, colocando em xeque movimentos de hesitação às vacinas. O tema foi levantado nesta semana pelo ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, ao criticar as pessoas que estão relaxando a quarentena e daqui a 15 dias se perguntarão o motivo do aumento de casos.

O mais novo auxiliar palaciano nos pronunciamentos da crise

O GLOBO – 12/04/2020

NAIRA TRINDADE

Amparado nos conselhos ideológicos do vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ) e na postura moderada dos ministros da Casa Civil, Walter Braga Netto, e da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos, o presidente Jair Bolsonaro ganhou nos últimos dias mais um aliado para auxiliar na construção de seus pronunciamentos em cadeia nacional de rádio e televisão sobre o novo coronavírus. Marqueteiro do Aliança, partido que o presidente pretende criar, o publicitário autodidata Sérgio Lima passou a participar nas últimas duas semanas das agendas internas no Palácio do Planalto, ganhando a confiança do presidente e de seus assessores.

‘Crise trará profunda mudança de hábitos’

O ESTADO DE S.PAULO – 13/04/2020

Fernando Scheller

À frente do marketing do Burger King, o brasileiro Fernando Machado teve de revisar todos os planos que havia traçado para enfrentar a crise do novo coronavírus. Começando pelo cancelamento da reunião global de executivos da empresa e tendo de lidar com o fechamento em massa dos restaurantes na Europa, nos EUA e no Brasil, o executivo mudou toda a estratégia de comunicação em quatro intensos dias. “Foi preciso realinhar o plano de marketing à realidade das pessoas.”