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A importância das alianças (ou possuir mídia complementar) na era das assinaturas digitais

LABORATÓRIO DE PERIODISMO – 05/08/2020

Lluís Cucarella

Um dos problemas das estratégias de coleta de conteúdo é que não existe um mercado-alvo tão amplo na Espanha, para que a maioria da mídia possa viver de assinaturas. Não importa quão bem definida seja a estratégia e quão bem executado seja o processo, não há tantos leitores dispostos a pagar 8, 9 ou 10 euros por mês por um único jornal. 

O celular é o próximo parceiro da mídia na busca de assinaturas digitais

INMA – 04/08/2020

Mark Challinor

A aceleração digital da mídia – incluindo o futuro dos serviços móveis – significa que nosso setor está mudando para uma economia de assinaturas que depende de lealdade, benefícios de valor agregado e pagamentos fáceis e sem atritos. Quando todos começarmos a emergir do bloqueio do coronavírus, devemos ter uma ideia mais clara sobre o que vem a seguir.

Receita digital excede a do impresso pela vez na história da The New York Times Company

Durante um período de três meses dominado pela pandemia de coronavírus e pela desaceleração da publicidade, a The New York Times Company reportou pela primeira vez receita trimestral que se deve mais aos produtos digitais do que ao jornal impresso, informou reportagem do diário.

Enquanto sua equipe trabalhava remotamente, a companhia faturou US$ 185,5 milhões em receitas com assinaturas e anúncios digitais durante o segundo trimestre de 2020. O volume de receita com o impresso foi de US $ 175,4 milhões.

A empresa adicionou 669.000 novos assinantes digitais líquidos, tornando o segundo trimestre o maior de todos os tempos em termos de crescimento de assinaturas. O jornal tem agora 6,5 milhões de assinaturas no total, um número que inclui 5,7 milhões de assinaturas digitais. A meta do diário é de 10 milhões de assinaturas até 2025.

Em comunicado, o CEO Mark Thompson chamou a mudança da empresa de receita impressa para digital como “um marco fundamental na transformação do The New York Times”.

“Provamos que é possível criar um círculo virtuoso”, disse Thompson em comunicado, “no qual investimentos sinceros em jornalismo de alta qualidade impulsionam um profundo envolvimento do público, o que, por sua vez, impulsiona o crescimento da receita e maior capacidade de investimento”.

Vigilância em massa ou combate à desinformação: o dilema do rastreamento

CONJUR – 04/08/2020

Juliana Abrusio, Ricardo Campos, Matthias Kettemann e Florian Wittner

A transformação digital criou novos espaços e métodos para a circulação de informações[3] e um deles é sem dúvida o “serviço de mensageria privada” utilizado em larga escala pela população tanto para informação quanto para desinformação. O Projeto de Lei nº 2630/2020, em tramitação na câmara dos deputados, aborda o serviço em duas ocasiões: primeiramente em seu art. 5º inciso IX definindo o que seria “serviço de mensageria privada” e, em seu artigo 10, estabelecendo um dever de guarda de determinados dados. Esse é o ponto mais polêmico e mais criticado do PL em questão. Nota-se, entretanto, uma discrepância no debate público sobre o tema e o que realmente o artigo 10 regula e inova no ordenamento jurídico. Visando trazer mais informações para o debate, faz-se necessário observar a regra concreta do artigo 10, a tradição brasileira da guarda de dados e a prática do direito comparado. Assim, consegue-se separar o que é simples polêmica desinformativa do real potencial lesivo a direitos fundamentais e possível efetividade da regra em questão para o combate à desinformação.

Sindicato questiona nota técnica da CGU sobre críticas em redes sociais

CONJUR – 04/08/2020

 

A Confederação Nacional das Carreiras Típicas de Estado (Conacate) ajuizou no Supremo Tribunal Federal uma ação direta de inconstitucionalidade, com pedido de medida liminar, contra a nota técnica da Controladoria-Geral da União (CGU) que considera conduta passível de apuração disciplinar a divulgação pelo servidor de opinião sobre assuntos internos ou de críticas ao órgão em redes sociais. O relator da ADI é o ministro Ricardo Lewandowski.

Redação de jornal é destruída com explosão em Beirute; veja vídeo

G1 – 04/08/2020

A jornalista Ghada Alsharif mostrou a destruição da redação do jornal “The Daily Star” (assista ao vídeo acima) após a explosão ocorrida nesta terça-feira (4) numa região portuária de Beirute, no Líbano. Há ao menos dez mortos e centenas de feridos, de acordo com a agência Reuters, que ouviu fontes médicas e de segurança do país.

É possível resolver o problema da desinformação com leis?

JOTA – 05/08/2020

MARIANA RIBAS

As fake news estão presentes em todos os Poderes da República nas atuais circunstâncias. No Judiciário, tramita no Supremo Tribunal Federal (STF), sob a relatoria do ministro Alexandre de Moraes, um inquérito que investiga fake news produzidas para atacar a Corte. Parte dos investigados é composta por apoiadores do Executivo, que atuam com posts em defesa do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Por sua vez, o Legislativo discute um projeto de lei que visa frear a disseminação de fake news nas redes. Será que leis são suficientes para barrar as fake news?