Notícias

Confira o balanço parcial dos cortes de salários nos veículos de comunicação

PORTAL DOS JORNALISTAS – 24/04/2020

Em meio à crise econômica gerada pelo novo coronavírus, bem como a aprovação da MP 936, que permite entre outros fatores a redução de salários e de jornadas de trabalho, veículos de comunicação de todo o País estão fazendo cortes e acordos com seus trabalhadores. O Portal dos Jornalistas fez um balanço das medidas que algumas grandes empresas têm tomado. Confira:

Nas redes, apoio a Bolsonaro cai

O GLOBO – 25/04/2020

Após a saída de Sergio Moro do Ministério da Justiça, a base do presidente Jair Bolsonaro ficou menor e ainda mais isolada no Twitter. É o que aponta um levantamento da Diretoria de Análises de Políticas Públicas da Fundação Getulio Vargas (DAPP/FGV), que analisou mais de 2,85 milhões de postagens sobre o tema na rede social, entre 11h e 18h de ontem, período que compreendeu tanto o pronunciamento do ministro quanto do presidente. Os dados apontam que a base fiel a Bolsonaro mobilizou apenas 9,5% desse volume.

Anunciante do Google terá de se identificar

O ESTADO DE S.PAULO – 27/04/2020

THE NEW YORK TIMES

Em um esforço para combater os anúncios fraudulentos na internet, o Google vai exigir que todos os anunciantes apresentem comprovação de quem são e onde operam. Os nomes das empresas ou indivíduos por trás dos anúncios, bem como seus países de origem, passarão a ser exibidos nos anúncios do Google em meados do ano. O esforço começará com milhares de assinantes nos Estados Unidos antes de ser expandido para todo o mundo.

Filósofo americano defende que a pandemia oferece a chance para se planejar um acesso social igualitário

O ESTADO DE S.PAULO – 26/04/2020

Luciano Huck:

Conheci Hellena Mary há 3 anos. Moradora da área rural de Orobo, cidade próxima a Bom Jardim, Pernambuco, mãe de 3 filhos, ela trabalhava como cozinheira em uma casa de família quando eu recebi pelo celular um vídeo-selfie em que ela discutia e questionava o “jeitinho brasileiro”: “O problema está em todos nós como povo, porque a gente pertence a um país onde a esperteza é a moeda que é sempre valorizada. Um país onde a gente se sente o máximo porque consegue puxar a TV a cabo do vizinho. A gente frauda a declaração do Imposto de Renda para pagar menos. Onde há pouco interesse pela ecologia, onde as pessoas atiram lixo na rua e depois reclamam da prefeitura que não limpa os bueiros. Camarada bebe e vai dirigir. Pega um atestado que está doente só para faltar ao trabalho. Viaja a serviço da empresa e o que faz? Se o almoço foi R$ 10, ele pega a nota de R$ 20. Entra no ônibus e senta e, se tem um idoso vindo, finge que está dormindo. E quer que o político seja honesto? O brasileiro está reclamando do quê? Como matéria-prima deste país, temos muito coisa boa. Mas falta muito para a gente ser o homem e a mulher de que nosso país precisa. Antes de culpar alguém, a gente tem que fazer uma autorreflexão”. Dessa maneira muito franca e intuitiva, Hellena Mary discutia ética e fazia uma provocação tão incômoda quanto necessária.