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Em busca da Bolsomarca

O GLOBO – 12/07/2020

Thomas Traumann

Todo líder político quer se tornar um símbolo. Diga Getulio Vargas e você terá mais pessoas relacionando o nome do presidente gaúcho às leis trabalhistas do que à ditadura do Estado Novo. Juscelino Kubitschek será lembrado pela construção de Brasília, Fernando Henrique Cardoso pela consolidação do Plano Real e Luiz Inácio Lula da Silva pelo Bolsa Família. Se encerrasse o seu mandato hoje, o presidente Jair Bolsonaro ficaria na memória como o corresponsável pelo descalabro no combate à pandemia de coronavírus que ceifou a vida de 70 mil brasileiros. É uma péssima fotografia para a História. O governo sabe disso. Bolsonaro está em busca de uma outra marca.

Sem marqueteiro, governo rebatiza projetos e tenta dar uma marca à gestão Bolsonaro

O GLOBO – 12/07/2020

Naira Trindade

Agarrado à faixa presidencial, em 1º de janeiro de 2019, Jair Bolsonaro repetiu em seu discurso de posse, no parlatório do Palácio do Planalto, que a bandeira do Brasil “jamais será vermelha”, em referência à cor do PT, que governou de 2003 a 2016. Após um ano e meio de mandato, as declarações do presidente têm se transformado em ações para tentar apagar parte do passado, rebatizando programas criados nas gestões petistas.

No Twitter, ‘novo’ Bolsonaro deixa críticas e ataques de lado

O GLOBO – 12/07/2020

O novo tom adotado pelo presidente Jair Bolsonaro há quase um mês se refletiu também no Twitter, sua rede social preferida para anúncios e pronunciamentos. Hoje, Bolsonaro completa 25 dias sem atacar opositores em seu perfil. É uma mudança significativa na sua estratégia de comunicação, antes caracterizada por ofensas a adversários e pela incitação de sua militância mais radical.

Pauta bolsonarista turbina audiência de youtubers, que ganham até R$ 150 mil ao mês

O GLOBO – 12/07/2020

Gustavo Schmitt e Sérgio Roxo

Atacar as instituições e adversários políticos do presidente Jair Bolsonaro e defender o seu governo tornou-se uma receita capaz de alavancar a audiência de produtores de conteúdo no YouTube, os youtubers. Impulsionados pelos influenciadores governistas, canais que adotam essa pauta, mesmo com menos de um ano no ar, chegam a receber até R$ 100 mil mensais da plataforma, segundo estimativa da consultoria Quaest — os maiores podem alcançar R$ 150 mil. O YouTube remunera os canais hospedados de acordo com o volume de acessos a cada página. Segundo relatos feitos ao GLOBO por seis dissidentes do grupo, o apoio aos novatos é uma ferramenta usada para construir uma rede fiel ao governo.

Quem banca?

O ESTADO DE S.PAULO – 12/07/2020

VERA MAGALHÃES

O medo ronda o bolsonarismo. Diferentemente de outras vezes em que a rede de destruição de reputações, disseminação de notícias falsas e de desinformação e conclamação de atos antidemocráticos por meio das redes sociais e WhatsApp foi exposta, um silêncio acovardado, seguido de alguns muxoxos só para constar, foi a tônica das reações à ofensiva do Facebook (e do Instagram, por extensão) contra essas práticas.

‘WSJ’ sofre pressão por cobertura inclusiva

O ESTADO DE S.PAULO – 13/07/2020

A equipe do The Wall Street Journal começou uma campanha para pressionar os chefes da redação a fazer mudanças fundamentais na forma em que o jornal cobre assuntos como raça, polícia e também seu principal foco – o mundo dos negócios.

MP de Contas quer apurar ‘monetização’

O ESTADO DE S.PAULO – 13/07/2020

Idiana Tomazelli 

O Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (TCU) vai pedir a abertura de uma investigação sobre o uso da cota parlamentar, abastecida com dinheiro público, para gerir canais monetizados no Youtube, com vídeos que arrecadam recursos de acordo com o número de visualizações. Deputados da base do governo e da oposição têm recorrido à prática, como mostrou o Estadão ontem.

Cerco às liberdades

O ESTADO DE S.PAULO – 13/07/2020

Carlos Alberto Di Franco

Em palestra de encerramento do Seminário Internacional de Liberdade de Expressão, em São Paulo, há exatos oito anos, o então presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Carlos Ayres Britto, fez uma vibrante defesa da liberdade de imprensa e de expressão. Eu fui, juntamente com o jurista Ives Gandra Martins, um dos promotores do evento.

Bolsonaro deve manter assessores do ‘gabinete do ódio’

O ESTADO DE S.PAULO – 13/07/2020

Tânia Monteiro 

Mesmo após ofensiva do Facebook e o avanço das investigações do Supremo Tribunal Federal (STF) no inquérito das fake news, o presidente Jair Bolsonaro pretende manter em seus postos os principais integrantes do “gabinete do ódio” – como ficou conhecido o grupo de assessores do Palácio do Planalto, comandado pelo vereador do Rio Carlos Bolsonaro (Republicanos-rj), que estaria por trás de ataques a adversários nas redes sociais.

A irmã alemã da Lei das Fake News

O ESTADO DE S.PAULO – 11/07/2020

JOÃO GABRIEL DE LIMA 

Os alemães são referência em cerveja, música clássica e carros de luxo. Recentemente, pularam à frente em outro tema: regulação de plataformas digitais. O mundo democrático observa o caso alemão para ver se existe ali um modelo viável. O Brasil especialmente. Grande parte da “Lei das Fake News” se inspira no texto promulgado em Berlim. É como se o PL 2630 tivesse, a exemplo de Chico Buarque, um irmão alemão.